domingo, 19 de julho de 2009

A Justiça anda cega


O termo justiça, do latim iustitia, diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o princípio básico de um acordo que objectiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio). Sua ordem máxima, representada em Roma por uma estátua, com olhos vendados, visa seus valores máximos onde "todos são iguais perante a lei" e "todos têm iguais garantias legais", ou ainda, "todos têm iguais direitos". A justiça deve buscar a igualdade entre os cidadãos.
O Poder Judiciário no Estado moderno tem a tarefa da aplicação das leis promulgadas pelo Poder Legislativo. É boa doutrina democrática manter independentes as decisões legislativas das decisões judiciais, e vice-versa, como uma das formas de evitar o despotismo. Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo, legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido universal) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido estrito). Posta esta breve introdução, podemos concluir que a justiça teve origem na necessidade de combater as desigualdades, por outras palavras evitar que os mais fortes se sobreponham indiscriminadamente aos mais fracos!

Agora pensem nos casos da justiça Portuguesa. Já pensaram? Esqueçam! Não percam tempo.

Ilusão de ser


A queda é abrupta, quase me cola os órgãos. De repente, tudo perde a glória, tudo cheira a bafio. Tudo é velho. De repente dou de caras com a velha senhora, companheira de sempre, confidente inseparável. Sei onde está. Sabe onde estou. Coabitamos… apenas dormita um sono leve enquanto aguarda para relembrar que… afinal tudo é fantasia…tudo é delírio…tudo é nada. De repente é preciso mudar… mudar tudo. De repente é preciso preservar… preservar o pouco. De repente o tempo corre, o tempo passa. De repente será tarde para mudar…tarde para viver!
De manhã o sol nasce, se eleva no horizonte iluminando o meu jardim. Seco… árido. De repente imergem vidas das cinzas. Abandonam-se as mortalhas. Sacodem-se poeiras, limpam-se as lágrimas mudas. E tudo volta ao inicio, ao nada, à ilusão de ser.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O Conluio da Cegueira


Sou relativamente distraído e isolado e por isso, por vezes, distante face ao mundo. Para agravar, tenho uma forma peculiar de ver o mundo, sou daltónico e digamos que faço uma deficiente leitura do mundo. Amiúde resvalo para visões um pouco catastróficas acerca do que me rodeia - um pouco paranóicas quiçá. Admito! Talvez a psicanálise explique… o bom objecto e o mau objecto, o bom e o mau seio… talvez… Não interessa! Para além de eu ver o mundo com as minhas próprias cores… não sou propriamente doce na relação com o mundo. Se fosse um vinho diria que tinha um pouco de acidez volátil a mais. Mas estou mais ou menos precavido para este meu desvario, conheço mais ou menos as minhas limitações, os meus enviusamentos, as minhas inquinações…mais ou menos! Por isso sabe Deus o esforço que faço para parecer uma pessoa normal!
Há dias descobri que existe uma corrente de estudo que associa a data de nascimento a uma determinada flor. Não levo estas coisas muito a sério, mas espreitei. No meu caso a flor associada é a Mandrágora. Gostei do nome. Na verdade nunca tal tinha ouvido, mas seja ela a flor que for, gostei! Sugere-me uma planta carnívora! Logo agora que começo a ter tendências vegetarianas…só vegetarianas… Ao que parece, e passo a citar, “esta flor tem uma forma que lembra a silhueta de um corpo humano. É fonte de uma substância capaz de induzir a transes hipnóticos, ou estados alterados de consciência, muito úteis à prática de magia. As pessoas que nascem sob o signo de Mandrágora são espiritualmente elevadas e estão sempre em busca do sentido mais profundo da vida e da existência. Não gostam da rotina, do senso comum, da mediocridade. Têm uma natureza intensa e apaixonada, ainda que aparentem uma certa frieza e façam questão de impor algum distanciamento às pessoas em geral. É preciso conhecê-las bem para saber lhes dar o devido valor”.
Não posso deixar de sublinhar que me revejo nesta questão dos transes hipnóticos, ou estados alterados da consciência e fundamentalmente na questão da frieza e distanciamento face aos outros.
Na verdade para experimentarmos estados alterados de consciência e não enxergarmos a realidade, vendo apenas aquilo que nos interessa, não é rigorosamente necessária a utilização de drogas ou sequer a existência de perturbação mental. Basta a vontade de não ver. De facto é possível passar uma vida a ver só o que se quer ver, deixando passar pelo crivo critico tudo o que não nos convém.
De alguma forma somos todos ligeiramente perturbados e isso perturba necessariamente a nossa visão do mundo.
Só esta minha perturbação pode explicar a deconfiança que sinto relativamente a uma notícia que li recentemente.
A noticia refere-se à lei do financiamento dos partidos políticos em que o limite para entregas em dinheiro vivo passou de 22.500€ para 1.250.000€… isso um milhão e duzentos e cinquenta mil euros… em dinheiro vivo. Curioso numa época em que tudo se paga com dinheiro de plástico, os partidos preferem receber em cash! O mais curioso é que a lei passou com a aprovação de todas as bancadas parlamentares, apenas com o voto contra do deputado socialista, António José Seguro. Estarei eu a ficar doido ou ainda há menos de uma semana estavam todos os senhores deputados muito preocupados com a corrupção, o caso freeport e mais não sei o quê.
Existirá alguma pessoa ou empresa que dê dinheiro a um partido sem esperar nenhuma contrapartida? Ou favor político?
Às vezes, atrevo-me a pensar, pasme-se, que a nossa democracia está seriamente doente, que a nossa actual classe politica é medíocre, e que muitos dos nossos políticos são ligeiramente…CORRUPTOS? Será? Puro devaneio!
A coisa não pode estar assim tão mal! Só uma mente perversa como a minha o poderia pensar!
De facto descobrir que tudo isto pode ser verdade é muito doloroso, muito ameaçador. Por isso de vez em quando é mais conveniente… simplesmente, não ver! Estarei só?

sábado, 7 de março de 2009

Pequenos ditadores

"Não tenho filhos e tremo só de pensar. O exemplo que vejo em volta não aconselha temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.

Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.

Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima. Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!


O autor deste texto é o jornalista João Pereira Coutinho e fez imediatamente eco em mim. Tinha escrito neste mesmo blog em Setembro que “… nos vamos emulando no “ruído” infernal do dia-a-dia em nome de uma pretensa realização futura. Uma realização plena assente quiçá numa boa condição financeira, numa excelente carreira profissional e em mais não sei quantas coisas grandiosas. É em nome dessa expectativa que nos vamos afastando do essencial e das coisas simples. Acreditamos cegamente que essa concludente vitória final nos conduzirá à felicidade plena. Tudo o que é pequeno ao pé dessa brutal felicidade é insignificante e como tal desvalorizado. “… Vivemos numa sociedade em que todos temos de ter sucesso, ser bonitos, magros e felizes, não podendo sequer sentir-nos tristes...”
Volto a este assunto para chamar a atenção para uma nova prol de pequenos ditadores que por aí anda – Os nossos filhos, esses mesmo! Os gajos têm tudo! Quererem tudo, não têm tolerância a nada! Devem achar que nós quanto tínhamos a idade deles tínhamos direito a aulas de natação, música, ginástica, judo, ballet, televisão no quarto, jogos na Playstation, Magalhães com internet, etc.
Esses gajos têm até o monopólio do computador do pai e da mãe que se vêm gregos para lá pôr o cú. Esses sim são uns verdadeiros reis, habituados a ter tudo. E os pais felizes e orgulhosos por darem o que nunca tiveram. Assim vamos nós rumo ao futuro da humanidade! Que futuro?
Esta nova geração de pais corre o risco de se tornar na última que obedeceu aos seus pais e na primeira a obedecer aos seus filhos! Uma lástima!
O que vai acontecer a esta prol de meninos quando no mundo adulto perceberem que afinal as coisas não caem do céu? Quantos psicólogos e outros mágicos serão necessários para curar tamanhas feridas. Quantos quilos de droga serão precisos para aliviar tamanha dor. Quantos litros de vinho?

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O fiel contribuinte

Mal nasci percebi imediatamente que não pertencia a um país qualquer, desses que não dão importância aos seus cidadãos. Não! Este é um país especial. Senti imediatamente que este país esperava por mim, destinara-me uma missão honrosa: Salvar a pátria da crise! Evitar que este velho país sucumbisse de vez! Esta crise que apesar dos gloriosos governantes que temos tido, teima em não nos largar.
Não podia ter ficado mais feliz! Afinal de contas, mal acabara de nascer e já contavam comigo! Tornei-me então, com gosto, cidadão contribuinte deste grande país.
Já que não tinha combatido na guerra colonial, tinha agora uma oportunidade de ouro para me tornar um herói nacional.
Governava então, no ano de 1982, o VIII Governo Constitucional, mas a culpa da crise não era deles, era sim dos anteriores governantes. Estes, por sua vez herdaram já a crise dos anteriores e assim sucessivamente até D. Afonso Henriques, esse sim o verdadeiro culpado que nos roubou aos Mouros!
Sendo assim, os actuais governantes, esses pobres coitados nada podiam fazer – a crise estava mais gorda que nunca!
Estes governantes apesar de tudo nunca desistiram, foram corajosos, fizeram um trabalho árduo, trabalharam que nem loucos para erguerem o país do fosso, perderam noites, noites a fio, fizeram leis estruturais, alteraram leis, puseram vírgulas, retiraram vírgulas, fizeram estradas, auto-estradas, estádios, túneis, barragens, outlets, pin´s, bancos privados, criaram offshors, comissões de estudo, comissões de estudo do estudo, criaram cargos para directores, cargos para directores gerais, cargos para gestores, gestores gerais, gabinetes de crise, chefes de gabinete e muito mais… gastou-se dinheiro é certo, mas com gente de grande competência vinda de todos os quadrantes, que apenas tinham em comum o facto de pertencerem a aparelhos partidários, serem empreiteiros ou dirigentes desportivos. Nada de mais num grande país! O país merecia!
E o que é que eles ganharam com isso? Nada, só chatices. Gente honesta viu os seus nomes impiedosamente lançados à lama, sujeitos a ignóbeis julgamentos públicos. Uma injustiça!
Figuras tão ilustres como Isaltino Morais, Avelino Ferreira Torres, Pinto da Costa, Mesquita Machado, Valentim Loureiro, José Sócrates, o tio do José Sócrates, Dias Loureiro, foram simplesmente enxovalhados. Outros tiveram mesmo que fugir à pressa para não serem presos, como o caso de Fátima Felgueiras, essa grande autarca a quem o país deveria estar grato, por se ter sacrificado no sol de Ipanema em nome deste grande Portugal.
A sorte é que os tribunais portugueses não vão em fitas e não se deixam enganar! Não condenam assim por dá cá aquela palha estas personagens cobardemente atacadas e julgadas na praça pública!
Outra coisa não seria de esperar dum grande país. Por mim vou orgulhosamente continuar a contribuir para a resolução desta crise.
Outra coisa não seria de esperar de um fiel contribuinte…

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ode ao Dão



Ao longe vislumbra-se, por fim, a torre da igreja de Vila Nova de Tazém. Estamos a chegar! Digo em jeito de alívio. A viagem foi mais rápida que o habitual. São 9h15m.
Nos primeiros tempos Vila Nova pertencia a um fidalgo de Folgosinho. Anos mais tarde passou a chamar-se Vila Nova de Ribamondego. Seguia-se Vila Nova de Novelanes e depois Vila Nova de Santa Maria Cêa, a qual pertencia a um bispo de Coimbra, que mandava na Igreja.
Em 1884 passou a chamar-se Vila Nova do Casal. Quando começou a pertencer ao concelho de Gouveia mudou o nome para Vila Nova de Tazém, tal como hoje ainda se chama.
As primeiras casas de Vila Nova situavam-se num lugar chamado Çafail.
Vila Nova de Tazém situa-se entre o sopé da Serra da Estrela, na parte ocidental, e a margem Sul do rio Mondego. É sem dúvida, a mais importante freguesia do concelho de Gouveia.
Estamos na Quinta da Negrosa, são 9h30m! Esta é uma das quatro propriedades reservadas à produção de vinho pertencentes à mesma família. No total são cerca 8 hectares de vinha com 15 anos, onde encontramos exclusivamente as castas tradicionais da região - Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro para as castas tintas e Encruzado a dominar o encepamento nas castas brancas.
Aqui estão sedeados importantes produtores do Dão, à cabeça, o mediático Álvaro de Castro com as marcas Qta de Saes, Qta da Pellada, Pape, Dado, etc. Também aqui a Aliança produz um dos seus melhores vinhos, o reconhecido Qta da Garrida -Touriga Nacional. A Sogrape tem nesta região algumas propriedades e uma importante adega, onde são vinificados os tradicionais Grão Vasco ou os elitistas Qta dos Carvalhais. Mais ao lado, em Carregal do Sal está sedeado aquele que é hoje o maior produtor do Dão, a Dão Sul.
Marcas à parte, esta região é ainda dominada pela pequena propriedade, pelos pequenos produtores e pelas adegas cooperativas, com tudo o que isso tem de mau e de bom.
A região do Dão é reconhecida por muitos como a região por excelência dos vinhos tranquilos em Portugal e a casta Touriga Nacional plantada nestes terrenos graníticos como a casta com maior potencial para a produção de vinhos tintos de excelência.
São 14h30, a fome já turva a vista, o desgaste e o cansaço são apenas afugentados pela maravilhosa contemplação dos muitos poceiros de uvas que ficaram para trás das castas Jaen, Tinta Roriz e da demorada Touriga Nacional.
O Senhor Celso, o responsável pela viticultura da quinta, admira a nossa abnegação, reconhece a nossa paixão pelo vinho e oferece-se para ir marcar o almoço na Vila.
Fomos servidos em grande estilo pelo Zé Preto, no seu restaurante como o mesmo nome. O Zé é uma figura tímida mas simpática, fez vida pelo mundo e voltou à terra onde passou grande parte da infância para marcar pontos na gastronomia regional, ainda que marcada pelas suas origens africanas. Serviu-nos para entrada uma original sopa de gengibre e para finalizar um faustoso Javali assado no forno. Tudo isto muito bem regado pela casta rainha da região – a Touriga Nacional pois claro!
Saciados na alma e no estômago regressamos a casa cheios de vontade de voltar àquela terra de vinhas e granito e dos sopros frios da serra.
Enfim, mais um dia longe do ruído sugador dos casos clínicos e das estórias de vida vazias, daqueles que elegeram o vazio como refugio.
Amanhã voltarei à droga, hoje refugio-me no vinho e no Dão.
Ao longe ainda reconheço a torre da igreja!

domingo, 28 de setembro de 2008

A profecia de Goethe


Publiquei antes das férias o texto “Quem morre” de Pablo Neruda. É um texto perturbador, chocantemente simples, que chama a nossa atenção para os males da alienação, que apela à descomplicação, à desconstrução das rotinas e elege o medo, o pessimismo e o racionalismo puro como males da vida moderna, remetendo-nos por outro lado para a simplicidade quase crua da nossa existência.
À medida que lemos o texto ele vai-nos fazendo sentir o quando nos afastamos das coisas simples da vida e nos vamos emulando no “ruído” infernal do dia-a-dia em nome de uma pretensa realização futura. Uma realização plena assente quiçá numa boa condição financeira, numa excelente carreira profissional e em mais não sei quantas coisas grandiosas. É em nome dessa expectativa que nos vamos afastando do essencial e das coisas simples. Acreditamos cegamente que essa concludente vitória final nos conduzirá à felicidade plena. Tudo o que é pequeno ao pé dessa brutal felicidade é insignificante e como tal desvalorizado. As pequenas coisas, as pequenas satisfações, as pequenas alegrias, as pequenas felicidades do dia-a-dia, essas passam-nos simplesmente ao lado.
A verdade é que começamos por idealizar tudo e passamos o resto da vida à procura de o concretizar. Frequentemente não nos aceitamos como somos, escondemos as nossas fragilidades - não vão os outros aproveitar-se delas e passamos o tempo a fazer de conta que somos fortes... e muito competitivos! Mostramos o que não somos, temos medo de parecer o que somos! Vivemos de forma incongruente!
É pois em cada gesto, em cada momento da vida que devemos buscar as pequenas porções de felicidade e abdicar de uma vez por todas da procura dessa felicidade em dose única, da qual não temos qualquer prova da sua existência.
Dormir na praia no entardecer, despedir-se da tarde em boa companhia com umas conquilhas ao Bolhão Pato regadas com um branco frutado enquanto o sol se esconde, jantar com amigos, conversar na companhia de um bom vinho tinto, partilhando, contemplando... são exemplos de prazeres simples que um simples mortal não deve dar-se ao luxo de desperdiçar!
Essa procura da felicidade em dose total é pois um enorme equivoco e com certeza responsável pela toma de muitos comprimidos que a industria farmacêutica generosamente põe ao nosso dispor. Vivemos numa sociedade em que todos temos de ter sucesso, ser bonitos, magros e felizes, é proibido sequer sentir-nos tristes.
De facto ou mudamos de vida, ou mais tarde ou mais cedo iremos tornar este mundo num enorme hospital cumprindo assim a profecia de Goethe.